
Carl Spitz - O poeta pobre
A ignorância desfaz-se na corrente lavada
De espumas contraditórias e ondulantes.
Nesta mítica orgia e maléfica escada
De cognoscíveis desconcertantes.
Estes degraus fúteis e descontentes
Deste escárnio e maldizer patente
Do estúpido contentamento (des)contente?
Numa inevitável lavagem de mentes
Feliz do que nada sabe observar!
Desta maioria absolutamente ignorante,
Desta civilidade doente para matar
Proparoxítona esta política errante.
Dos que nasceram para nada fazer,
E ainda dos que simplesmente
Numa artimanha deambulam
Parasitas de uma antiga corrente.
D’uma gélida e fictícia nação
Estes senhores, este direito torto
Até Deus ressuscita d’uma aparição…
E o poeta… Ai! Esse assistirá morto!
Cristina Gonçalves D' Camões (2011)
Cristina Gonçalves D' Camões (2011)
2 comentários:
Excelente poesia, Cristina. Melódica, rítmica, clássica. Sou um confesso fã de seus poemas. Cumprimentos poéticos. Lourenço
Obrigada Lourenço.
Saudações literárias.
Cristina
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